Ici Brasserie

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O Ici Brasserie é uma casa da Cia. Tradicional de Comércio em parceria com Benny Novak e Renato Ades. Gosto dos empreendimentos da Cia. Tradicional porque eles sempre tem uma proposta muito clara, bem executada e consistente. Tenho as minhas preferidas mas indico com tranquilidade qualquer restaurante ou bar do grupo. Pode não ser aquela refeição que vai mudar toda a sua vida, mas tem um custo-benefício legal e comida bem feita.

Essa resenha, como a maioria das que virão, é um apanhado de algumas visitas que fiz nos últimos meses. Sempre que venho acabo tomando um chopp, normalmente o Ici 00. A casa tem esse enfoque nas cervejas com boas opções disponíveis.

Para começar, recomendo a porção de pastel de queijo raclete com cebola caramelisada (R$ 29,00) ou a Lulinhas panée (R$ 38,00), que nada mais é do que a boa lula à dorê.

Ambos são bem fritos, sequinhos, crocante e o bem saborosos.

Eu sempre peço de principal o Steak Frites (R$ 53,00) , o clássico filé com fritas que tem diversas opções de molho sempre servido à parte. Meu preferido é o de roquefort. No almoço durante a semana você ganha uma salada de entrada ou uma mousse ou fruta de sobremesa pedindo um prato principal.

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A carne é macia e saborosa, costumo pedir ao ponto pra mal e sempre veio correto. Sou fã dessas batatas fritas fininhas finas, crocantes e cortadas com a casca. O molho é também é bem gostoso, sabor pronunciado do queijo.

Outros pratos que eu já experimentei e recomendo são o hambúrguer e o atum selado com purê de wasabi.

Minha mãe me acompanhou em uma das visitas e escolheu um dos pratos do menu Bon Marché (R$ 44,00), que acompanha salada e mousse ou fruta (nesse caso abacaxi), polpetas au poivre com purê de batata, queijo de cabra e rúcula.

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Não provei o prato mas ela achou uma delícia. Me incomodou um pouco esse formato de trazer toda a comida junto, entendo que seja uma boa opção pra quem está em horário de almoço ou com o tempo apertado mas não faz sentido manter o serviço numa mesa onde nem todos optaram por esse menu, embora isso esteja indicado no cardápio.

Em uma das visitas comi de sobremesa a mousse que acompanha o prato no almoço durante a semana.

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A mousse é bem forte no chocolate e não muito doce, gosto bastante. Entendo que ela faz parte da promoção mas achei que ela estava meio triste, mal servida com essa borda suja.

Uma sobremesa que eu amo mas ainda não consegui fotografar (nem sempre consigo comer por causa do tamanho) são os profiteroles, com calda de chocolate quentinha colocada na mesa para não derreter em excesso o sorvete. Um clássico bem executado.

As unidades do Ici Brasserie costumam são do estilo amplo e animadão e quando o movimento está muito intenso acontece do serviço ficar um pouco lento. Costumo ir na unidade da Rua Bela Cintra, onde tirei estas fotos, porque é muito perto da casa da minha mãe mas já estive em outras e todas seguem o mesmo padrão de comida e serviço. É uma boa opção para grupos grandes e famílias, todo mundo acha uma opção que agrade entre os pratos oferecidos.

Apesar de algumas observações sigo recomendando a casa e voltando sempre.

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Site do restaurante aqui.

(todas as fotos do post são minhas)

 

O melhor qualquer coisa da cidade

Todo dia uma nova lista aparece na timeline, na revista, no jornal, no blog: os melhores cafés, os melhores restaurantes, os melhores pratos, as melhores sobremesas. As chamadas em letras grandes chamam a atenção e seduzem o leitor desavisado.

Critérios técnicos que qualificam a comida, serviço e ambiente existem, mas qual a real importância desses critérios técnicos na satisfação do freguês? Para um grupo de amigos com pouco dinheiro e muita animação, o litrão barato conta muito mais do que a maestria do serviço ou mesmo a qualidade técnica da cerveja. Para um outro grupo mais sisudo o que vale é o serviço rebuscado e a ambientação luxuosa, mesmo que a comida não tenha uma qualidade prodigiosa. Além disso vem a questão afetiva: de repente aquele macarrão meia boca te lembra o almoço de domingo que sua vó fazia e o restaurante vira em um prato o seu preferido. A imensa maioria dos comensais não são, afinal, especialistas.

Isso sem entrar no mérito da ética e profissionalismo da crítica gastronômica existente. Esse assunto está a meu ver bem explorado aqui.

O justo seria que os “críticos” atuais deixassem de usar a palavra melhor e se conformassem com termos mais representativos da realidade, mas me parece que uma chamada anunciando o melhor restaurante da cidade deve atrair mais clicks do que versões mais humildes como: um restaurante que eu gosto muito, meu restaurante preferido na cidade. Compreendo o apelo, mas resta o desejo que cada um perceba que o melhor não existe, ou melhor, existe mas é pessoal e relativo. Ninguém além de você mesmo pode saber qual o estabelecimento certo pra receber seu tempo livre e dinheiro: de acordo com o momento, o grupo, as expectativas e objetivos. Ao ler as críticas releve os adjetivos pra evitar ser seduzido por opiniões fantasiosas ou que apenas não coincidem com as suas, se atenha aos fatos (valores, tamanho dos pratos, tipo de atendimento, tamanho do ambiente, etc) e identifique o que atende sua necessidade. Perceba que o melhor é aquele que você mais gosta, não importa o que apareça na mídia.

Por isso nesse espaço não irei fazer ranking nem crítica, apenas registrar minha experiência nos lugares que eu visito e organizar essas informações pra facilitar a consulta quando meu irmão me pede ajuda pra achar um lugar pra ir jantar ou alguma amiga pergunta como é aquele bar que eu fui outro dia. Quem sabe também ajuda você a escolher onde vai tomar uma cerveja no próximo fim de semana. E fica o convite para nos comentários deixar sua opinião também sobre cada um deles.