Bolinho de grão de bico com curry

Nessa sexta-feira trago para vocês uma receita vegan e deliciosa.

Ingredientes:

430 gr de grão de bico cozido

20 gr de cebolinha picada grosseiramente

100ml de leite de côco

2 col. chá de melado

1/3 xícara de farinha de rosca (mais o necessário para empanar)

2 col. chá de curry em pó

1 col. chá de coentro em pó

130 gramas de arroz integral cozido

Sal a gosto

Azeite ou óleo a gosto pra fritar os bolinhos

Modo de preparo:

Começo esclarecendo que o arroz e o grão de bico devem ser pesados depois de cozidos. No meu caso eu já aproveitei para deixar de molho e cozinhar uma quantidade maior de grão de bico e congelei o que não utilizei para temperar e finalizar depois.

Coloque o grão de bico cozido e as cebolinhas no processador e bata até misturar. Meu processador era muito pequeno então tive dificuldade e acabei batendo demais. Recomendo colocar aos poucos e bater pouco para que a massa fique mais leve. Coloque esta mistura numa tigela e adicione o leite de côco, o melado, 1/3 de xícara de farinha de rosca, o curry e o coentro em pó. Misture até ficar homogêneo. Acrescente o arroz integral cozido e o sal.  Forme bolinhos achatados um pouco menor do que a palma da mão, com mais ou menos um dedo de altura e vá passando na farinha de rosca.

Frite os bolinhos numa frigideira aquecida em fogo médio com um fio de óleo. Deixe dourar de uma lado e depois vire e repita, cerca de 7 minutos para cada lado. Pode colocar vários ao mesmo tempo, só não encha demais a panela para não desmontar os bolinhos.

Nesse caso eu servi os bolinhos acompanhados de brócolis assado pelo mesmo processo desse post da couve-flor mas temperei apenas com sal. Senti falta de algum molho para acompanhar, acho que um vinagrete ficaria perfeito. Rende cerca de 12 bolinhos.

Recomeço

Por incrível que pareça, demorei meses pra conseguir inaugurar o blog. Layout pronto, uma lista enorme de pautas, diversos rascunhos e dezenas de fotos prontas para publicar e eu não conseguia dar o primeiro passo. Mais do que isso, eu não sabia por onde começar.

Fiquei presa na dualidade do recomeço que permeia toda minha vida no momento: de um lado a liberdade e as infinitas possibilidades do novo, do outro a incerteza e o medo.

Muitos me acham apenas inconsequente mas eu me sinto corajosa por ter arriscado quase tudo. Mesmo assim chorei tanto desde ontem que meus olhos estão ardidos e cheios de areia. Saber que tudo eventualmente acaba não torna menos doloroso aceitar as perda. Preenchemos nossa vida na tentativa de acreditar que estamos protegidos da decepção, da dor e do fim. Cultivamos a ilusão da estabilidade e de repente nada parece fazer mais sentido e somos obrigados a admitir que nossos esforços falharam e que não estamos no controle.

Aos poucos aprendi a começar de novo. A me dar tempo e refletir sobre o passado e seguir em frente. Quando consegui publicar os primeiros textos e estabelecer uma rotina senti sair aquele peso dos meus ombros. Não me entendam errado, as inseguranças permanecem. Será que meu trabalho é bom o suficiente? Será que eu sou boa o suficiente? Talvez eu nunca consiga essas respostas ou supere essas perguntas.

Depois de me obrigar a começar percebi que nada pode ser pior do que o que tememos. Mesmo o que é pior. Foi só seguindo em frente que percebi que eu consigo continuar.

Sem banalizar a depressão e a ansiedade porque ninguém supera essas coisas pela força de vontade e pensamento, é ridículo até sugerir um absurdo desses. Eu tive muito tempo e muita ajuda pra lidar com tudo isso e provavelmente sem essas coisas tudo seria muito pior agora. Realmente não tenho como saber, mas penso que seria.

Me sinto aliviada por ver o céu se abrindo e queria gritar: é possível, a dor diminui, a disposição vai voltando, cada dia é um pouco melhor. Ainda tenho alguns dias ruins costurados no meio e sei que sempre vou ter. O clichê é real: a vida é assim mesmo. Mas agora são mais dias felizes do que dias tristes. Pensando bem não sei qual a proporção entre os dias, o que sei mesmo é que agora eu consigo aguentar os dias piores sem querer desistir de tudo e sem ficar incapaz de fazer qualquer coisa além de chorar.

As coisas podem melhorar e talvez um dia você olhe para os piores momentos da sua vida e fique feliz que você conseguiu passar por eles e chegar aqui.

 

Panqueca de abobrinha com queijo de cabra e páprica

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Um prato que eu fiz na véspera do mercado pra usar os ingredientes remanescentes na geladeira, mas com resultado maravilhoso que me fez incluir os ingredientes na lista pra repetir na próxima semana.

Rale a abobrinha no lado mais grosso do ralador, coloque um pouco de sal e deixe num escorredor com um peso em cima por cerca de 40 minutos para tirar o excesso de água. Esse passo não é obrigatório mas contribui muito para o bom resultado da preparação. Coloquei um pote com uma garrafa de água como peso pra mostrar que qualquer coisa serve desde que faça pressão sobre a abobrinha. Utilizei duas abobrinhas pois era o que eu tinha, também funciona com uma abobrinha e uma cebola ou cenoura.

Em seguida adicione aos vegetais um ovo, 4 colheres de sopa de farinha, sal e pimenta do reino. Misture bem até formar a massa.

Aqueça uma frigideira antiaderente pequena, coloque uma colher de sopa generosa de massa, espalhe formando a panqueca. Asse até dourar dos dois lados, cerca de 10 minutos. Repita o processo com o restante da massa e reserve.

O molho/recheio é ridiculamente simples: Refogue uma cebola picada com um fio de azeite até ficar macia, acrescente páprica, um pouco de creme de leite fresco e queijo boursin e acerte o sal. Pode trocar o boursin por ricota ou cottage e acrescentar outros ingredientes como salsinha, brócolis, cogumelos ou frango desfiado.

Essa panqueca não é enrolável porque os vegetais ralados deixam ela mais grossa e pedaçuda, então o melhor é montar uma torre intercalando a massa com camadas de molho/recheio. Ficou faltando um verdinho pra decorar meu prato mas não tinha mais erva fresca na geladeira (boa hora pra lembrar do plano de plantar uma horta na varanda). Sirva com uma salada verde pra uma refeição leve. Apenas as panquecas sem o molho é um ótimo acompanhamento para outros pratos.

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VAH e tudo o que você queria saber sobre transporte privado mas não tinha pra quem perguntar

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O VAH é um aplicativo muito útil para quem costuma utilizar serviços como Uber, 99, Cabify e Easy.

Ele funciona de maneira bem simples: você coloca o local de origem e destino e ele compara os valores e tempo de espera da corrida nos principais aplicativos de mobilidade urbana. Além disso, ele já disponibiliza todas as promoções existentes no momento.

Depois de selecionar o serviço de preferência, ele já te direciona direto para o aplicativo.

Instalei esse app a alguns meses e vou aproveitar para escrever um pouco da minha experiência com cada um dos serviços aqui em São Paulo:

Uber

Uber pool: É o mais barato se não houver nenhuma promoção ou cupom de desconto nos outros, mas é uma caixinha de surpresas. Você divide o carro e o motorista não pode desviar do trajeto definido pelo app, então fica sujeito a dar voltas enormes ou pegar e deixar várias pessoas no percurso, tornando a viagem longa. Não pegue se estiver com pressa e evite nos horários de pico. Vale a pena para trajetos mais curtos e para usar nos domingos e feriados quando o movimento está bem baixo.

UberX: É um pouco mais caro que o pool, preço cheio na mesma faixa que o Easy Go e o 99 POP, mas o carro é só seu.

As vantagens do app da Uber são que ele tem muitos carros cadastrados (normalmente a espera é mais curta do que nos outros) e o atendimento ao consumidor é muito rápido e eficiente. Já disponibiliza atalhos para as principais reclamações e efetivamente resolve os problemas. Ex.: Se o motorista faz um caminho desnecessariamente longo e o valor da corrida aumenta ou existe qualquer outro problema na cobrança o valor é devolvido em poucas horas. A desvantagem é que a seleção deles não parece ser muito criteriosa, já peguei carros em estado lamentável e motoristas que me deixaram com medo de não chegar viva no meu destino. Outro problema que a Uber sempre tem é que mesmo com a tela de confirmação e preenchendo o endereço completo (com número certinho) TODA vez aparece o número errado para o motorista, o que gera uma certa confusão.

99

O 99 POP fica na mesma faixa de preço do UberX e Easy Go. Os carros e motoristas são um pouco melhores do que o Uber e tem bastante promoção, toda semana rola um cupom de desconto. Nos horários mais vazios você encontra táxi com preço reduzido por valores até mais baixos do que o POP. A maior desvantagem é que não tem aquele atendimento da uber então se o motorista ficar dando volta e o valor aumentar não tem tanto o que fazer- melhor ficar ligado no caminho pra evitar que isso ocorra.

Easy

O Easy Go fica na mesma faixa de preço do UberX e 99 POP. Os carros e motoristas são do mesmo nível do 99 e tem bastante promoção, toda semana rola um cupom de desconto. Nos horários mais vazios você encontra táxi com preço reduzido por valores até mais baixos do que o Go. A maior desvantagem é que não tem aquele atendimento da uber então se o motorista ficar dando volta e o valor aumentar não tem tanto o que fazer- melhor ficar ligado no caminho pra evitar que isso ocorra. Pode ser difícil encontrar carros disponíveis nos horários de pico.

Cabify

O Cabify tem os preços cheios mais altos de todos os outros serviços, mas tem muita promoção, mais do que qualquer outro. Recebo diariamente sms com código de desconto. Não sei até quando isso vai durar porque me parece uma estratégia pra promover o serviço, mas sempre que fica preço igual ou abaixo dos concorrentes eu uso a Cabify. Os carros são muito melhores do que das demais e os motoristas recebem treinamento, sempre dirigem bem e são extremamente educados e profissionais. Outra vantagem é o aplicativo te dá um valor fixo calculado no começo da viagem, então independente do caminho que o motorista utilize não tem surpresa.

Conselho final: Sempre confira se o cupom de desconto está lançado e se a opção certa está selecionada pra evitar problemas no final da viagem.

Se você tiver mais alguma dica ou dúvida sobre esses serviços por favor deixe aqui nos comentários!!

 

Frango com molho de gorgonzola

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Preparei essa receita para um jantar com a família e o sucesso foi estrondoso por isso resolvi dividir aqui com vocês. Como sempre é uma receita bem simples, eu raramente faço preparações muito elaboradas pra ser sincera, acho mais importante ter uma comidinha gostosa à mesa do que performar malabarismos gastronômicos.

Ingredientes:

500 gramas de peito de frango

170 gramas de que queijo gorgonzola

200 ml de creme de leite fresco

1 cebola picada

1 dente de alho picado ou espremido

Azeite (ou óleo), tomilho, salsinha, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo:

Corte o frango em tiras médias e tempere com tomilho (usei o seco porque era o que tinha disponível, mas fresco é melhor ainda), alho, sal e pimenta do reino. Deixe descansar na geladeira com esse tempero por cerca de uma hora.

Aqueça bem uma frigideira com um fio de azeite ou óleo e sele os pedaços de frango em fogo alto: você deve colocar a proteína aos poucos, a intenção é dourar o frango sem se preocupar com cozinhar completamente. Para essa quantidade dividi em 4 vezes. Vá selando e reservando os pedaços num refratário.

Em seguida vamos ao molho- Na mesma frigideira coloque mais um pouco de azeite e a cebola e refogue em fogo baixo até ficar macia. Acrescente o gorgonzola e o creme de leite fresco. Volte o frango para a frigideira e mantenha em fogo baixo mexendo delicadamente por cerca de 10 minutos para apurar um pouco o molho e terminar a cocção do frango. Acerte o sal e a pimenta do reino. Finalize com salsinha picada pra dar um verdinho bonito pro prato.wp-image-940041439

Sirva com arroz de brócolis e farinha torrada, com purê de batata e legumes salteados ou com pão fresco como petisco e receba os elogios. =)

Sugestão de harmonização – Brooklyn Post Road Pumpkin Ale
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Art Nouveau

Eu continuo não sabendo quase nada sobre arte mas como dizia o poeta: entendo de Art Nouveau, tenho até tatuagem sobre o assunto. Várias inclusive. =p

Conforme o século XIX se aproximava do fim, a crença que a humanidade estava a beira de inaugurar um caminho que levaria à satisfação de seu mais elevado destino, digno de sua elevada posição natural, era largamente promovida por filósofos e artistas. (…) Essa teoria nobre e idealista era em parte uma reação positiva aos avanços tecnológicos e econômicos sem precedentes da época. (tradução livre de um trecho do prefácio do livro: Alphonse Mucha, de Sarah Mucha)

O movimento Art Nouveau se desenvolveu entre 1890 e a primeira guerra mundial (1916-1918) contrapondo-se ao historicismo da arte acadêmica e buscando aproximar as belas artes do artesanato. Refletindo e acompanhando as inovações da sociedade industrial, o estilo privilegiava a utilização de materiais modernos como o ferro, o vidro e o cimento, dialogava com a produção em série e tem entre suas maiores obras: cartazes publicitários, móveis, construções, jóias e objetos decorativos.

Também se diferencia das correntes artísticas anteriores por sua proximidade às artes aplicadas e sua intenção de democratizar a produção artística. Todos esses aspectos peculiares auxiliaram na formação e consolidação da chamada arte moderna, designação que agrupa diversas expressões artísticas a partir do final do século XIX até a metade do século XX.

Esteticamente, é caracterizado pelas formas orgânicas, sinuosas, exuberantes e por vezes sombria, a ornamentação inspirada em folhagens e florais e influências das gravuras japonesas, do barroco e do rococó francês.

O termo tem origem na galeria parisiense L’Art Nouveau, aberta em 1895 pelo comerciante de arte e colecionador Siegfried Bing. O estilo se espalhou pela Europa rapidamente desenvolvendo aspectos e denominações particulares:  Na Alemanha, é chamado jugendstil, em referência à  revista Die Jugend, 1896; na Itália, stile liberty; na Espanha, modernista; na Áustria, sezessionstil.

São expoentes do movimento:

 

Os franceses Hector Guimard e Emile Gallé

 

Os belgas Victor Horta e Henry van de Velde

 

O espanhol Antoni Gaudi

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Teto da nave da Igreja da Sagrada Família

 

O tcheco Alphonse Mucha

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Savonnerie de Bagnolet (1897)

 

O alemão August Endell

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Atelier Elvira

 

O holandês Jan Toorop

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The New Generation

 

Os austríacos Gustav Klimt e Joseph Olbric

 

O suíço Ferdinand Hodler

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Night, 1889–1890, Berne, Kunstmuseum

 

O americano Louis Comfort Tiffany

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O inglês Aubrey Vincent Beardsley

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Venus between terminal gods

 

 

Fontes:

https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-20/art-noveau/

ART Nouveau. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo909/art-nouveau&gt;. Acesso em: 02 de Ago. 2017. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7

MUCHA, Sarah; LIPP, Ronald F. (Ed.). Alphonse Mucha. Grã-bretanha: Frances Lincoln, 2005. 159 p.

Arroz (ou cuscuz) de couve-flor

Não sou paleo, nem vegana, nem low carb. Não sou raw, nem gluten free, nem detox.

Gosto de comer de tudo e tenho curiosidade de experimentar receitas de todos esses nichos muito mais pelas vantagens gastronômica do que pelas nutricionais, por isso resolvi testar essa idéia do arroz de couve-flor, amplamente utilizado para substituir o carboidrato em diversas dietas.

O passo a passo é bem simples: Lave a couve-flor, rale ou passe por um processador de alimentos para obter pedacinhos bem pequenos e refogue na frigideira com azeite e sal por cerca de 10 minutos. Nessa primeira experiência não adicionei vegetais e temperos porque queria justamente analisar o sabor e textura.

Gostei bastante do resultado que substitui bem o arroz ou cuscuz pra acompanhar cozidos e outros pratos mas tem um sabor claro de couve-flor então talvez não funcione para quem não aprecia o vegetal.

Testarei receitas mais elaboradas e volto pra contar o resultado, enquanto isso algumas sugestões:

  • Com coentro e limão
  • Com alho e limão
  • Com cebola, abobrinha e pimentão picadinhos
  • Um tabule adicionando tomate, cebola, limão, salsa e hortelã picados depois de tirar a couve-flor do fogo.
  • Com cogumelos salteados
  • Com cenoura picada, ervilha e milho.

Rosbife

20170728_104432Uma receita de rosbife de miolo de alcatra que é simples de preparar e ótima opção para servir em festas e jantares. Impressiona os convidados e pode ficar pronto com antecedência sem a necessidade de aquecer na hora de servir.

Utilizei esse corte porque já tinha a carne no freezer cortada e amarradinha pra manter o formato, mas a receita também pode ser feita com filet mignon ou lagarto cortados em uma peça cilíndrica de cerca de um quilo e meio (também conhecido como aquele corte tradicional de rosbife).

Comece picando bem os temperos: nesse caso eu utilizei pimenta do reino, alecrim e tomilho secos, um pouquinho de pimenta síria e sal, mas você pode utilizar qualquer combinação de especiarias e temperos mais sequinhos.

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Em seguida seque a peça de rosbife com um papel toalha e cubra com o tempero, espalhando uniformemente por toda a carne.

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É importante secar a peça e usar marinada seca para possibilitar a selagem da carne e formação de uma crosta torradinha bem bonita e saborosa.

Pré aqueça o forno a 220 graus.

O próximo passo é justamente a selagem: Você vai aquecer uma frigideira de fundo grosso com um pouco de óleo ou azeite até sair aquela fumacinha e dourar bem a carne, de todos os lados, em fogo alto. Sem ficar com timidez nessa hora porque é essa crosta dourada que vai dar sabor pro seu rosbife. Não manipule a carne com garfo pois os furos fazem a carne perder líquido, o que pode deixar a carne ressecada.

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Enquanto esse processo se desenrola, pique uma cebola em fatias, distribua no centro de uma assadeira e regue com um pouquinho de azeite, formando uma base que evita que a carne grude na panela e facilita a preparação do molho.

Quando seu rosbife já estiver bem dourado como esse aqui da foto, arrume ele na assadeira e coloque no forno. Asse por 10 a 15 minutos para terminar a cocção. Menos tempo pra quem prefere mais mal passado, mais pra quem gosta de bem passado. De qualquer forma o rosbife tem que ser rosado então eu recomendo ficar nos 12 a 13 minutos e nunca, de jeito de nenhum, ultrapassar esse limite de 15. As carnes utilizadas pra essa receita são sempre magras e se você assar demais vai ficar uma coisa seca e impossível de comer.

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Agora que o rosbife está pronto, tire ele da assadeira pra descansar e faça um molhinho: Coloque as cebolas numa frigideira em fogo baixo com mais um pouco de azeite e uma colher de sopa de farinha de trigo. Quando estiver incorporada vá acrescentando vinho aos poucos e mexendo e deixe no fogo até que a farinha esteja cozida. Bata esse molho no liquidificador ou mixer pra triturar as cebolas, tempere com alecrim picado e acerte o sal. Se você quiser um molho mais encorpado dá pra finalizar com um pouco de creme de leite fresco. Não tenho foto do molho porque eu esqueci de fazer, não vou mentir pra você. Prometo que da próxima vez que eu assar um rosbife eu faço um post com o passo a passo do molho e coloco aqui.

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Mesmo se optar por não fazer molho o assado precisa descansar por pelo menos 10 minutos antes de ser fatiado. O rosbife pode ser servido como principal e as sobras são ótimas para sanduíches e saladas. Escolha os acompanhamentos de acordo com o clima: no calor uma salada de folhas e legumes é uma opção maravilhosa, já no frio eu prefiro servir com purê ou batata gratinada por exemplo.

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