Experiência #1: Invenção da Paisagem – Segunda edição

lubie_novembro

Graças ao sucesso da primeira edição, trazemos mais uma oportunidade para os que perderam conhecerem o trabalho maravilhoso da Alessandra e as nossas comidinhas fantásticas!

A Lubie une comida, arte e pessoas criativas. A elaboração de um espaço-tempo múltiplo para ser vivenciado com inteireza. Propomos que a experiência gastronômica seja também estética. Não só estimule atos de consumir e contemplar mas engaje todos os modos de percepção do corpo, inclusive seus afetos, memória e pulsação intuitiva. Nosso projeto é sobretudo um lugar de encontro e reinvenção do cotidiano.

Por isso trouxemos ao nosso público Experiências Lubie. São eventos em que criamos com carinho um diálogo entre comida e arte. Experiência #1 traz o tema da ‘Invenção da Paisagem’: A partir dos trabalhos em pintura e fotografia da artista convidada Alessandra Duarte elaboramos um cardápio que dialoga com seus conceitos de textura, cor e utopias da modernidade. Os pratos exploram a invenção da comida de São Paulo, cidade de origem e fonte de inspiração da artista.

Junte-se a nós nessa experiência! Conheça Lubie!

A Experiência inclui:
– Exposição de obras e conversa com a artista Alessandra Duarte em uma casa maravilhosa na Vila Mariana
– Almoço de cinco tempos
– Bebidas não alcoólicas

Pacote de coquetéis:
– 4 coquetéis preparados com bebidas premium para acompanhar o almoço

Valores:
Experiência- R$ 130,00 por pessoa
Pacote de coquetéis- R$ 70,00 por pessoa

São apenas 20 pessoas, garanta seu lugar antes que acabe!

Para comprar seu ingresso ou esclarecer qualquer dúvida mande um e-mail para leonora@lubie.com.br

Sorvete de banana de dois ingredientes

c360_2017-10-06-12-00-14-8411202553061.jpg

Comecei a fazer esse sorvete porque estava de regime sem comer açúcar, mas ele é tão docinho e delícia que ficou para a vida. É quase mágica ver a banana congelada se transformar num creme gelado e levinho, quem já tentou fazer sorvete sabe a dificuldade de chegar nesse tipo de textura. Apesar de não ter açúcar nem nenhum outro tipo de adoçante adicionado ele é doce de verdade, que chega a enjoar de tão doce se inventar de querer comer demais.

Para preparar é a coisa mais simples do mundo: Congele a banana bem madura em rodelas médias e bata com um pouco de leite de coco (cerca de 1/3 de vidro para 2 bananas) em um processador ou mixer. Alguns alertas: a banana tem que ser muito muito madura, naquele ponto de quase passar pra dar a doçura necessária para o sorvete. O leite de coco tem que ser mais grossinho porque o que queremos dele aqui é a gordura. Depois de bater é só voltar para o freezer por cerca de meia hora pra firmar e servir.

Nesse caso eu adicionei framboesa congelada e cobri com amêndoa laminada e granulado de chocolate meio amargo, mas as opções são muitas:

  • Para misturar no sorvete: framboesa, morando, amora, blueberry, manga, maçã, pêssego, maracujá, cacau em pó, cravo e canela em pé, gengibre. As frutas para serem batidas junto também devem estar congeladas para chegar na textura certa de sorvete, creme de amendoim (ou de qualquer outra amêndoa).
  • Para jogar por cima: Chocolate granulado, lâminas de amêndoa, chips de coco, paçoca esfarelada, castanha de caju picada, castanha do pará (na verdade qualquer tipo de castanha), chia, nibs de cacau, granola, mais frutinhas pequenas ou picadas.

c360_2017-10-06-12-03-08-2821146602313.jpg

Meu chazinho salvador da garganta

Depois de um longo histórico de antibiótico mais de duas vezes por ano comecei um esforço para evitar a amidalite e sinusite a qualquer custo. No inverno seco de São Paulo a situação se complica um pouco, mas faço esse chá sempre que começo a ficar com o nariz entupido ou a garganta pegando e já estou no segundo ano sem febre e toneladas de remédios.

A canela age contra fungos e bactérias e é indicada para combater inflamação da garganta.

O limão tem muita vitamina C, que ajuda a curar e prevenir gripes, e propriedades antibacterianas.

O gengibre é bom para combater infecções e aliviar dores.

O anis estrelado tem ação expectorante, espasmódica, carminativa, estomática e antisséptica, sendo indicado contra tosse e bronquite.

O cravo tem propriedades antissépticas, anti-inflamatórias e expectorantes e alivia a tosse.

O mel é anti-inflamatório e alivia a tosse.

Sempre dou uma de vovózinha recomendando esse chá por aí e ultimamente algumas pessoas que experimentaram têm falado que ele é delicioso, então resolvi postar.

Ingredientes:

2 paus de canela grandes

3 limões (bem lavados)

Um pedaço bem grande de gengibre

Um punhado de cravos

4 anis estrelados

Mel a gosto

Modo de preparo:

Corte um limão em fatias e esprema o suco dos outros dois. Descasque e pique o gengibre. Coloque em uma panela pequena ou leiteira: canela, limão fatiado, gengibre, cravo e anis e complete com água (mais ou menos 1 litro para essa quantidade de ingredientes). Deixe ferver por cinco minutos após levantar fervura, então desligue o fogão e deixe descansar por pelo menos mais cinco minutos. Termine o chá acrescentando o suco de limão e bastante mel. Vá provando até achar a quantidade que mais te agrada. Eu coloco meio pote de mel para cada receita dessa.

 

Essa é a receita básica. Pode acrescentar outros ingredientes que você goste e que tenha a mão. Tem gente que costuma fazer com alho, eu pessoalmente não coloco por causa do gosto mesmo. Fica delicioso com abacaxi e eu já adicionei também equinácea e unha de gato.

Para quem é old school (ou bêbado) vale colocar uma dose de cachaça na caneca antes de servir o chá. Os veganos podem substituir o mel por melaço, xarope de agave ou açúcar de côco.

ALERTA!! Eu não tenho conhecimento técnico nenhum sobre saúde, e esse post jamais deve substituir o atendimento médico adequado. Isso é apenas uma receita de chá com ingredientes que podem ser encontrados em qualquer cozinha e que sabidamente ajudam a combater sintomas de gripes, resfriados e dor de garganta. Se estiver com sintomas persistentes e principalmente febre procure um médico imediatamente.

Bar do Pescador

Vou inaugurar os reviews de bares e restaurantes com o meu boteco do coração<3.

O Bar do Pescador tem todas as qualidades que eu busco para minhas saídas cotidianas: Cerveja boa por um precinho bem amigo, comidas bem feitas também baratas, fácil acesso por ônibus e metrô e zero de afetação. Não consigo nem contar quantos pints eu já tomei nessas mesas.

20170811_213625

Eles servem chope Dama, sempre tem 5 estilo que variam de uma semana para outra. O meu preferido é o American Lager: levinha pra aguentar tomar bastante e no calor, mas com cítrico bem pronunciado e aquele toque amargo maravilhoso de uma cerveja belamente lupulada. Um ótimo exemplo de lager de qualidade. Também servem uma boa variedade de cervejas especiais mas eu sempre fico no chope pelo custo benefício imbatível.

A melhor parte desse logradouro é a promoção de chope em dobro, que rola de terça a sábado das 16:00 às 23:59 e domingo das 19:00 às 03:00. Com certeza a melhor promoção de happy hour do mundo!

20170811_212017

No dia que eu tirei essas fotos comemos em 3 pessoas uma porção de calabresa que tava gostosa, vem com pãozinho fresco e custou R$ 22,00. Outras porções que já experimentei foram a de contra-filé (R$ 26,00) e da batata frita (R$ 20,00), todas são gigaaaantes e bem feitinhas. Também já comi muito misto quente (R$ 10,00) que é sucesso, no pão francês fresco e bem montado. Os salgados enormes saem por R$ 4,00. Nunca experimentei mas vários amigos comem e o feedback é que também são bons.

O ambiente não é nada demais, um boteco simples, mas com cerveja boa e petiscos bons com esse preço quer mais o que né? Com 30 reais dá pra tomar um litro de chope bom e ainda comer um salgado!

O bar fica na rua Augusta, 946 (um pouco abaixo da Peixoto Gomide) Veja a página do Facebook deles aqui.

Recomendadíssimo!!!

(fotos minhas e da página deles)

Violência, arte e lixo

Violência, assim como arte e lixo, é uma questão de contexto. Demonstrando de uma forma lógica e simples:

No caso da arte- O contexto histórico e cultural conferem significado às obras no âmbito estético e/ou discursivo. Existem inúmeros exemplos que ilustram esse conceito, um dos mais conhecidos sendo a obra Fonte de Marcel Duchamp. Em qualquer outro contexto seria apenas um urinol, mas ao ser colocado em uma exposição adquiriu outra dimensão de sentido.

No caso do lixo- O contexto normalmente se refere ao entorno e à utilidade. Um fio de cabelo preso na cabeça (no lugar esperado) é bom, um fio de cabelo na comida é lixo. Uma impressora que funciona é uma impressora, uma outra que para de funcionar e portanto não tem mais utilidade é lixo.

No caso da violência- O contexto se refere a consentimento. Um tapa consentido não é violência, como é fácil verificar nas práticas BDSM ou em diversos esportes (artes marciais e outros tipos de luta esportivas). Já um toque ou beijo não consentido é violência, inclusive vale lembrar que a definição do crime de estupro não se limita à penetração, contemplando uma gama muito mais ampla de atos libidinosos sob coerção.

Apesar do contexto ser importante pra atribuir significado a tantos aspectos da interação humana e seus produtos observamos uma dificuldade impar no entendimento da violência contra a mulher, tantas vezes minimizada e desconsiderada. Isso não pode ser explicado por uma diferença de interpretação, uma vez que qualquer homem saberá identificar como violência se outro o tentar beijar ou acariciar à força. A diferença está na mulher ser conceituada socialmente como um objeto a ser possuído e portanto desprovida de humanidade, de agência e do direito de consentir ou negar.

Em qualquer discussão posterior a casos de estupro vemos uma sanha punitivista e vingativa quase selvagem, que separa o perpetuador do restante da sociedade e o identifica como elemento aberrante, quando nada poderia estar mais longe da verdade. Não vou tentar comentar decisões judiciárias pois não possuo conhecimento teórico algum para tal e existem diversos juristas capacitados que já o fizeram. Só sinto necessidade de pontuar que apesar de compreender a fúria, este problema não é individual portanto a solução também não será. Enquanto a construção da feminilidade e masculinidade mantiver essa configuração violenta e desigual nenhuma mulher estará a salvo.

 

Cookies de chocolate meio amargo com castanha do pará e côco

1102406_787394647945103_2428310603511581447_o

A receita de sexta-feira tarda mas não falha!

Essa receita de cookies está na minha vida a mais de quinze anos. É uma receita de família (embora não seja da minha família) que eu copiei de um caderninho amarelado e escrito a mão, com a devida autorização da dona, é claro! Enfim, já fiz essa receita milhares de vezes, já levei pra festas, já dei de presente e inclusive vendo esses cookies por encomenda. Estou postando aqui porque sou a favor de compartilhar todas as receitas.

Ingredientes:

330 gr de farinha de trigo

1 col. chá de bicarbonato de sódio

1 col. chá de sal

150 gr de manteiga sem sal

150 gr de açúcar

130 gr de açúcar mascavo

1 col. chá de extrato de baunilha

2 ovos

500 gr de gotas de chocolate meio amargo (ou chocolate picado)

135 gr de castanha do pará picada

50 gr de côco ralado grosso

Modo de preparo:

Bater os ovos com o açúcar e acrescentar a manteiga e a baunilha. Juntar os outros ingredientes secos peneirados. Acrescentar o chocolate, a castanha e o côco sem bate (misturar com uma colher ou espátula. Colocar as colheradas numa forma forrada com papel manteiga, deixando espaço pois a massa se espalha. Assar no forno pré aquecido a 230 graus centígrados por 12 a 15 minutos. Retirar do papel manteiga com uma espátula, deixar esfriar completamente e guardar em pote bem fechado por até 10 dias.

Dicas:

Ovos e manteiga devem estar em temperatura ambiente.

Mais tempo = cookie mais crocante / menos tempo = cookie mais macio

Quando quentes eles ficam moles então cuidado para não assar demais.

10154990_762885327062702_1416779828_n

O segredo desse cookie é usar ingredientes de qualidade e muito chocolate e ficar atento ao ponto. Essa receita é a completa com todas minhas dicas e segredos. Tem gente que mesmo com todas essas informações fala que o cookie não fica a mesma coisa, que o meu é melhor. A única explicação é que eu tenho anos de teste com essa receita e sempre faço com o maior amor e carinho. De qualquer forma para quem quiser que eu faça é só encomendar comigo!

 

Experiência #1: Invenção da Paisagem

A Lubie une comida, arte e pessoas criativas. A elaboração de um espaço-tempo múltiplo para ser vivenciado com inteireza. Propomos que a experiência gastronômica seja também estética. Não só estimule atos de consumir e contemplar mas engaje todos os modos de percepção do corpo, inclusive seus afetos, memória e pulsação intuitiva. Nosso projeto é sobretudo um lugar de encontro e reinvenção do cotidiano.
Por isso trouxemos ao nosso público Experiências Lubie. São eventos em que criamos com carinho um diálogo entre comida e arte. Experiência #1 traz o tema da ‘Invenção da Paisagem’: A partir dos trabalhos em pintura e fotografia da artista convidada Alessandra Duarte elaboramos um cardápio que dialoga com seus conceitos de textura, cor e utopias da modernidade. O jantar explora a invenção de pratos representativos de São Paulo, cidade de origem e fonte de inspiração da artista. Junte-se a nós nessa experiência! Conheça Lubie!

A Experiência inclui:
– Exposição de obras e conversa com a artista Alessandra Duarte em uma casa maravilhosa na Vila Mariana
– Jantar de cinco tempos
– Bebidas não alcoólicas

Pacote de coquetéis:
– 4 coquetéis preparados com bebidas premium para acompanhar o jantar

Valores:
Experiência- R$ 130,00 por pessoa
Pacote de coquetéis- R$ 70,00 por pessoa

São apenas 20 pessoas, garanta seu lugar antes que acabe!

Para comprar seu ingresso ou esclarescer qualquer dúvida mande um e-mail para leonora@lubie.com.br

Bolinho de grão de bico com curry

Nessa sexta-feira trago para vocês uma receita vegan e deliciosa.

Ingredientes:

430 gr de grão de bico cozido

20 gr de cebolinha picada grosseiramente

100ml de leite de côco

2 col. chá de melado

1/3 xícara de farinha de rosca (mais o necessário para empanar)

2 col. chá de curry em pó

1 col. chá de coentro em pó

130 gramas de arroz integral cozido

Sal a gosto

Azeite ou óleo a gosto pra fritar os bolinhos

Modo de preparo:

Começo esclarecendo que o arroz e o grão de bico devem ser pesados depois de cozidos. No meu caso eu já aproveitei para deixar de molho e cozinhar uma quantidade maior de grão de bico e congelei o que não utilizei para temperar e finalizar depois.

Coloque o grão de bico cozido e as cebolinhas no processador e bata até misturar. Meu processador era muito pequeno então tive dificuldade e acabei batendo demais. Recomendo colocar aos poucos e bater pouco para que a massa fique mais leve. Coloque esta mistura numa tigela e adicione o leite de côco, o melado, 1/3 de xícara de farinha de rosca, o curry e o coentro em pó. Misture até ficar homogêneo. Acrescente o arroz integral cozido e o sal.  Forme bolinhos achatados um pouco menor do que a palma da mão, com mais ou menos um dedo de altura e vá passando na farinha de rosca.

Frite os bolinhos numa frigideira aquecida em fogo médio com um fio de óleo. Deixe dourar de uma lado e depois vire e repita, cerca de 7 minutos para cada lado. Pode colocar vários ao mesmo tempo, só não encha demais a panela para não desmontar os bolinhos.

Nesse caso eu servi os bolinhos acompanhados de brócolis assado pelo mesmo processo desse post da couve-flor mas temperei apenas com sal. Senti falta de algum molho para acompanhar, acho que um vinagrete ficaria perfeito. Rende cerca de 12 bolinhos.

Recomeço

Por incrível que pareça, demorei meses pra conseguir inaugurar o blog. Layout pronto, uma lista enorme de pautas, diversos rascunhos e dezenas de fotos prontas para publicar e eu não conseguia dar o primeiro passo. Mais do que isso, eu não sabia por onde começar.

Fiquei presa na dualidade do recomeço que permeia toda minha vida no momento: de um lado a liberdade e as infinitas possibilidades do novo, do outro a incerteza e o medo.

Muitos me acham apenas inconsequente mas eu me sinto corajosa por ter arriscado quase tudo. Mesmo assim chorei tanto desde ontem que meus olhos estão ardidos e cheios de areia. Saber que tudo eventualmente acaba não torna menos doloroso aceitar as perda. Preenchemos nossa vida na tentativa de acreditar que estamos protegidos da decepção, da dor e do fim. Cultivamos a ilusão da estabilidade e de repente nada parece fazer mais sentido e somos obrigados a admitir que nossos esforços falharam e que não estamos no controle.

Aos poucos aprendi a começar de novo. A me dar tempo e refletir sobre o passado e seguir em frente. Quando consegui publicar os primeiros textos e estabelecer uma rotina senti sair aquele peso dos meus ombros. Não me entendam errado, as inseguranças permanecem. Será que meu trabalho é bom o suficiente? Será que eu sou boa o suficiente? Talvez eu nunca consiga essas respostas ou supere essas perguntas.

Depois de me obrigar a começar percebi que nada pode ser pior do que o que tememos. Mesmo o que é pior. Foi só seguindo em frente que percebi que eu consigo continuar.

Sem banalizar a depressão e a ansiedade porque ninguém supera essas coisas pela força de vontade e pensamento, é ridículo até sugerir um absurdo desses. Eu tive muito tempo e muita ajuda pra lidar com tudo isso e provavelmente sem essas coisas tudo seria muito pior agora. Realmente não tenho como saber, mas penso que seria.

Me sinto aliviada por ver o céu se abrindo e queria gritar: é possível, a dor diminui, a disposição vai voltando, cada dia é um pouco melhor. Ainda tenho alguns dias ruins costurados no meio e sei que sempre vou ter. O clichê é real: a vida é assim mesmo. Mas agora são mais dias felizes do que dias tristes. Pensando bem não sei qual a proporção entre os dias, o que sei mesmo é que agora eu consigo aguentar os dias piores sem querer desistir de tudo e sem ficar incapaz de fazer qualquer coisa além de chorar.

As coisas podem melhorar e talvez um dia você olhe para os piores momentos da sua vida e fique feliz que você conseguiu passar por eles e chegar aqui.

 

Panqueca de abobrinha com queijo de cabra e páprica

C360_2017-08-10-17-22-38-964[1]

Um prato que eu fiz na véspera do mercado pra usar os ingredientes remanescentes na geladeira, mas com resultado maravilhoso que me fez incluir os ingredientes na lista pra repetir na próxima semana.

Rale a abobrinha no lado mais grosso do ralador, coloque um pouco de sal e deixe num escorredor com um peso em cima por cerca de 40 minutos para tirar o excesso de água. Esse passo não é obrigatório mas contribui muito para o bom resultado da preparação. Coloquei um pote com uma garrafa de água como peso pra mostrar que qualquer coisa serve desde que faça pressão sobre a abobrinha. Utilizei duas abobrinhas pois era o que eu tinha, também funciona com uma abobrinha e uma cebola ou cenoura.

Em seguida adicione aos vegetais um ovo, 4 colheres de sopa de farinha, sal e pimenta do reino. Misture bem até formar a massa.

Aqueça uma frigideira antiaderente pequena, coloque uma colher de sopa generosa de massa, espalhe formando a panqueca. Asse até dourar dos dois lados, cerca de 10 minutos. Repita o processo com o restante da massa e reserve.

O molho/recheio é ridiculamente simples: Refogue uma cebola picada com um fio de azeite até ficar macia, acrescente páprica, um pouco de creme de leite fresco e queijo boursin e acerte o sal. Pode trocar o boursin por ricota ou cottage e acrescentar outros ingredientes como salsinha, brócolis, cogumelos ou frango desfiado.

Essa panqueca não é enrolável porque os vegetais ralados deixam ela mais grossa e pedaçuda, então o melhor é montar uma torre intercalando a massa com camadas de molho/recheio. Ficou faltando um verdinho pra decorar meu prato mas não tinha mais erva fresca na geladeira (boa hora pra lembrar do plano de plantar uma horta na varanda). Sirva com uma salada verde pra uma refeição leve. Apenas as panquecas sem o molho é um ótimo acompanhamento para outros pratos.

C360_2017-08-10-17-24-07-295